domingo, 24 de janeiro de 2010

Mesorregião Paraibana


Mesorregião Zona da Mata Paraibana


Compreendendo o litoral, a parte leste do Estado, onde predominam as planícies litorâneas e os tabuleiros, como principais formas de relevo. Possui um regime de chuvas abundantes, especialmente nos meses de março a julho, quando o inverno é regular. As terras são férteis e próprias para o cultivo da cana-de-açúcar.

Extensão do litoral: 133 quilômetros com 56 praias.





O Litoral da Paraíba se estende por cerca de 133 quilômetros. Sua extensão vai da desembocadura do rio Goiana - ao sul, onde se limita com o estado de Pernambuco - até o estuário do rio Guaju - ao norte, na divisa com o Rio Grande do Norte.

O litoral paraibano divide-se em Litoral Norte e Litoral Sul. O limite entre esses dois seguimentos é representado pelo estuário do rio Paraíba. Os municípios que compõem o Litoral Norte são: Lucena, Rio Tinto, marcação, Mamanguape, Baia da Traição e Mataraca. O Litoral Sul abrange os territórios municipais de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Conde, Alhandra e Pitimbu.

O relevo é representado por três unidades morfológicas espacialmente desiguais: os baixos planaltos sedimentares ou tabuleiros, com falésias na fachada oceânica; a baixada litorânea, com suas dunas, restingas, lagoas e as planícies aluviais, fluvio-marinhas e estuarinas dos rios que deságuam no Atlântico.

Toda a região do litoral caracteriza-se por uma relativa diversidade econômica responsável pela organização do seu espaço:

· Agroindústria sucro-alcooleira;

· Extração mineral (ilmenita, titanita, zirconita, cianita, ao norte de Barra de Camaratuba, calcário, na grande João Pessoa; granito, em Mamanguape;

· Pesca da lagosta, em Pitimbu;

· Agricultura e pecuária; granjas e sítios;

· Loteamentos para residências secundárias.



Mesorregião do Agreste Paraibano




Situada na parte intermediária do Estado, a mesorregião do Agreste que sucede ao litoral, na direção oeste, corresponde inicialmente a uma depressão, com 130m de altitude, formada por rochas cristalinas, e que logo dá lugar às escarpas abruptas da Borborema, cujas altitudes ultrapassam os 600m.

No agreste, permanece o binômio gado-policultura e ainda continua como região fornecedora de alimento. Possui solo muito rico e, pela umidade que apresenta, próprio para a policultura, ou seja, cultivo de várias espécies: feijão, milho, abacaxi, fumo, inhame, mandioca, frutas e legumes diversos, prestando-se também a criação de gado.

A diversificação de produção dessa área acontece, em razão da forte diferença das condições naturais. Nas áreas mais secas predominam as pastagens naturais que favorecem a presença da pecuária extensiva.

Os rios, nesta zona, já são quase sempre temporários, pois reduzem suas águas ou secam completamente nos períodos de grande estiagem. Um fator marcante que determina esta condição são as chuvas que começam a diminuir tornando mais seco, o clima.

Há uma transição no aspecto da vegetação desta mesorregião, vez que, ora ela apresenta características de uma mata úmida, parecida com a mata Atlântica, ora da caatinga que vai predominar nas outras áreas: Borborema e Sertão.

Na medida que nos afastamos do Litoral em direção ao interior, serras e vales férteis apresentam roteiros que unem história, natureza e diversão. Em Campina Grande, no Alto da Serra da Borborema, o “Maior São João do Mundo” atrai milhares de turistas para 30 dias de forró. Em Fagundes a famosa pedra de Santo Antonio, palco de peregrinações religiosas em homenagens ao “santo casamenteiro”, é hoje uma das mais procuradas áreas para a prática de Treking. Em Ingá encontraremos as Itacoatiara (pedras riscadas, em Tupi), a mais enigmática presença indígena no Nordeste.


Mesorregião da Borborema






Área de domínio do Planalto da Borborema, que se constitui num conjunto de terras elevadas, estendendo-se desde o norte do Estado de Alagoas até o sul do Estado do Rio Grande do Norte, na direção SW-NE. Apresenta algumas serras, cujas altitudes variam de 500 a 600m. Entre elas, destaca-se a Serra do Teixeira, onde fica o Pico do Jabre, no Município de Maturéia, considerado o ponto mais elevado da Paraíba, com mais de 1000m de altitude. A parte leste da Borborema recebe chuvas vindas do litoral, o que vai influenciar no seu clima e vegetação – são os brejos úmidos. O restante da Borborema está sob o domínio do clima quente e seco.

O planalto é um importante divisor de águas porque os rios que ali nascem correm em direção leste e deságuam no oceano Atlântico, enquanto os, enquanto os rios da porção oeste, não conseguindo ultrapassar a Borborema correm em direção ao Estado do Rio Grande do Norte e de lá é que alcançam o Oceano.

Na Borborema, vão dominar pastagens plantadas (palma forrageira e capim) que permitirão e facilitarão a prática de uma pecuária extensiva, principalmente a de médio porte, e, em áreas de exceção, pontuais, ocorre a presença de outras culturas. Por exemplo, o tomate nas proximidades de Boqueirão.

Em cidades como Prata, Sumé, Serra Branca, Boqueirão e Cabaceiras, a vida desafia a cinza vegetação da Caatinga e revela roteiros de extrema importância cientifica. No Lajedo de Pai Mateus, município de Cabaceiras, os turistas podem apreciar de perto todo o capricho da natureza. O lugar é hoje visitado por gente do mundo inteiro, todos curiosos em decifrar os enigmas escondidos nas rochas. O Lajedo ficou famoso ao servir de cenário para o filme o Auto da Compadecida, Pai Mateus na verdade foi o nome de um antigo ermitão que durante muitos anos residiu sobre as pedras. Muitos séculos antes, no entanto, índios já haviam deixado suas marcas por ali.

Mesorregião do Sertão Paraibano



A mais extensa do Estado, conforme pode ser observado no mapa, o Sertão compreende uma extensa área formada de terras baixas (250 a 300m) em relação às elevações da Borborema e das serras situadas nas fronteiras com os Estados vizinhos, onde se faz presente um clima quente e semi-úmido. As chuvas são muito escassas, a vegetação pobre, não sendo o solo próprio para a agricultura, porém mais favorável à pecuária. A maioria das culturas agrícolas precisam ser irrigadas. No Sertão, a presença das pastagens permanecem e constituem um forte indicativo da atividade pecuarista. Registrando-se ainda algodão, cana-de-açúcar, arroz, feijão, milho, cultivados em parte para subsistência em áreas onde solo e clima são favoráveis ocorrendo ou não irrigação.

Quando há inverno regular, é possível colher muito algodão, cultura que se desenvolve bem nas terras do Sertão.

É um prato cheio para quem procura aventura e mistério. Religiosidade cultura e ciência se misturam em roteiros de grande beleza plástica. Achados paleontológicos de mais de 130 milhões de anos fazem do Vale dos Dinossauros, em Sousa, um lugar único no mundo. Ali, em meio ao solo rachado e transformado em pedra pelo tempo, centenas de pegadas registram a época em que os gigantes disputavam territórios. Em Vierópolis, cidadezinha a apenas 20 quilômetros de Sousa, sítios arqueológicos e trilhas pela Caatinga são boas dicas para quem busca um pouco mais de aventura. Outras opções interessantes na região são as águas termais de Brejo Das Freiras, as rochas que compõe a Serra de Teixeira – incluindo aí o ponto culminante do Estado – e o belo artesanato local, a exemplo das famosas redes de São Bento.


Referências:


Paraíba: Desenvolvimento econômico e a questão ambiental / Antonio Sérgio Tavares de Melo, Janete Lins Rodriguez – João Pessoa , Grafset, 2003

Atlas Escolar da Paraíba / Coordenadora : Janete Lins Rodrigues – João Pessoa, Grafset, 2002

Outras : Wikipédia e IBGE


17 comentários:

Anônimo disse...

Valeu professor. O senhor está de parabens. O blog é muito bom e com certeza já ajudou muita gente.

Anônimo disse...

valeuuu professor continue nesse caminho pois a sua pessoa tem nos agudado felecidades

vivaldo disse...

Pimeira!!!! excelente!!! simplesmente adoreis a postagem!!!

Suely B disse...

Ehh!! Paraíba! amo muito tudo isso..., Mas por que você não comporta todos os seus filhos?
somos obrigados a dar as costa pra ti Paraíba, e viver pensando em ti. Mas a vida continua e sempre voltamos a ti Paraíba.
Amei seu blog.

Anônimo disse...

gostei, muito importante este blog...

Ministério da Saúde disse...

Olá!
Sempre é hora de combater a dengue. Juntos podemos mobilizar a população sobre a importância de se prevenir contra o mosquito Aedes aegypti, mantendo hábitos simples como limpar calhas, caixas d’água, recolher o lixo e nunca deixar pneus ao ar livre para não juntar água.
Por isso, faça um post nas Redes Sociais, divulgue a hastag #combatadengue e compartilhe essa informação com seus amigos, parentes e vizinhos. A sua contribuição é fundamental para o sucesso desta campanha.
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Obrigado,
Ministério da Saúde

lignaldo disse...

parabens pela organizaçao da historia da paraiba, que amo muito!
hoje descobrir que onde moro fica no curimatau oriental em cacimba de dentro! paraben pelo trabalho de vcsss um abraço..

Anônimo disse...

Muittooo bomm !!!! Resumido e completo.

Tuílla disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Parabéns professor ! Conteúdo excelente, desde já agradeço.

Anônimo disse...

LEGAL CARA ME AJUDOU BASTANTE .

Anônimo disse...

professor gostaria de saber se essa historia da pb que está em seu blog é tudo que o edital pede?

Anônimo disse...

MUITO BOM , PADRÃO .

Anônimo disse...

MUITO BOM , PADRÃO .

Anônimo disse...

Para alguns e mais facil fugir..tem uma mina ke tinha emprego razoavel e vivia num bairro so so e hoje ta numa favela por ke engoliu o lixo da time life/cia de ke a laje alogena e o paraiso na terra cheio de bala perdida

Anônimo disse...

Trocar jampa por uma cidade decente de outro pais menos mal habitado ke o merdil ate vai agora trocar jampa por um morro mal carcomido pela idade geologica e coisa mesmo de nordestino burro..sinto ser a realidade mas e so olhar o indice de analfabetos do ne e neme so isso..o sul tem muita gente burra mesmo com escolas..a diferenca e ke o escritorio da cia se instalou la seguundo o padrao pos golpe anglo judeu contra iberia e nieuw holland..os ibericos tambem pagam pau pra kem lhes golpeou sao burros como os nordecos..

Anônimo disse...

Uma mina dai ja trabalhou la em casa..era bonitinha mais sonsa acabou numa favela com um cara kualker..e os pais ainda keriam ke a gente garantisse ke ela ia se manter virgem..tipica saloia nunca viu uma metropole proto regional kuando viuse lambuzou