quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Revolução de 30 na Paraíba


Em todos os movimentos cívicos da História do Brasil, a Paraíba sempre esteve presente dando a sua contribuição valiosa e precisa. Em 1930, porém, ela lidera todo o processo histórico a nível nacional. É a Paraíba o quartel general do Norte. A morte do seu Presidente é o estopim desse movimento, que agitou o Brasil de norte a sul numa luta fratricida.

No dia 26 de julho de 1930 o Dr. João Pessoa foi assassinado em recife pelo Dr. João Dantas, que responsabilizou o Presidente da Paraíba pelo devassamento do seu apartamento por policiais, prometendo por isso vingar-se.

O chefe de polícia tinha recebido uma acusação de que o Sr. João Dantas teria no seu apartamento (fechado, o seu inquilino estava fixado em Recife), material bélico para ajudar o Sr. José Pereira, em Princesa. A polícia foi ao apartamento e não só apreende armas mas também umas cartas comprometedoras do Dr. João Dantas. Umas cartas são publicadas no Órgão Oficial do Estado, outras ficam à disposição dos interessados, na redação do mesmo.

O presidente João Pessoa achava-se ausente do Estado por essa ocasião e teria reclamado semelhante atitude. Mas o Dr. João Dantas não perdoou tal afronta e, na tarde de 26 de julho, quando o Dr. João Pessoa em companhia de amigos na Confeitaria Glória no Recife, já se preparava para voltar à capital paraibana, é alvejado subitamente e caiu ferido. Ainda foi levado numa farmácia próxima, mas morreu no local. A morte do presidente teve grande repercussão.

O Dr. João Dantas, após alvejar o Dr. João Pessoa, saiu correndo, mas o motorista do Presidente, que estava próximo à confeitaria atirou, e feriu-lhe a perna, o que facilitou a prisão do Dr. João Dantas.

“Paradoxo curioso das forças ignotas, que o acaso conduz no seu bojo infinito! João Pessoa vivo foi voz contra a Revolução. Mas João Pessoa morto foi verdadeiro rearticulador do movimento revolucionário”!

O jornalista José Leal, deixou um resumo da Revolução:

“Vivia-se num ambiente trepidante. Somente a idéia revolucionária ocupava a imaginação dos políticos e dos homens do povo, quando aqui se veio foragir o então capitão Juarez Távora, que fugira da prisão, numa das fortalezas da barra do Rio de Janeiro e intensificou as ligações já estabelecidas por outros, servindo na guarnição da capital.

A eclosão da Revolução passou a ser esperada a cada instante, porque as vacilações do Rio Grande do Sul não resistiram mais ao ímpeto dos elementos que desejavam jogar a cartada decisiva, destinadas a imprimir novos rumos à República.

A Paraíba passou a viver em função da Revolução, não obstante a orientação conciliadora que o vice presidente imprimia aos atos da sua administração. Os auxiliares do governo conspiravam à sombra da autoridade estadual, sem, no entanto, colocarem o chefe do governo à par do que se passava.

E a Revolução explodiu na noite de 3 para 4 de outubro, com o assalto ao quartel do 22º B.C., levado a efeito por vários oficiais do exército e civis. Naquela praça militar houve ligeira luta, logo jugulada pelos elementos aliciados pelos então tenentes Juraci Magalhães, Barata e outros.

Os contingentes de outras unidades estavam espalhados pela capital e cidade do interior, para aqui enviados pelo governo da República como medidas preliminares para intervenção federal projetada e que foi procrastinadas devido a morte de João Pessoa, aderiram ao movimento, salvo o 23º B.C., estacionado em Sousa, que opôs resistência ao convite para fazer causa comum com os revolucionários.

Mas o movimento propagou-se por todo norte, em correspondência com o que se verificava no Rio Grande do Sul e em Minas, onde a Revolução rebentara em sincronização.

De acordo com os planos previamente determinados, foi constituído o Governo Provisório do Norte, cuja chefia coube a José Américo de Almeida, reconhecido como chefe do movimento nessa região enquanto Juarez Távora assumia a chefia das forças militares.

Colunas de tropas partiram da Paraíba para levar a revolução em Estados vizinhos. O Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco foram invadidos pelo interior enquanto o grosso das tropas revolucionárias marchavam sobre o Recife derrubando o governo de Pernambuco prosseguindo na marcha a fim de alcançar a Bahia e daí fazer ligação com o exército revolucionário que, de Minas, havia atingido o território do Espírito Santo”.

No dia 24 de outubro a Revolução alcançou sua vitória total.

3 comentários:

Anônimo disse...

gostei muito do contexto q foi passa da a revoluçao nesse site.

Anônimo disse...

SP QUEM PROVOCOU TUDO..QUERIAM DESTRUIR A FEDERAÇÃO E O EQUILIBRIO FEDERATIVO IMPONDO PAULIXO ATRAS DE PAULIXO NO ALTO EXECUTIVO FEDERASTA MESMO QUANDO JA NÃO ESTAVAM MAIS COM ESSA BOLA TODA DA PRIMEIRA REPUBLICA ETC JA QUE A CRISE DE 29 DERRUBOU AINDA MAIS O JA PROBLEMATICO PREÇO DO CAFÉ..ELES VIRAM QUE ERA O MOMENTO PARA TOMAR O PAÍS DE VEZ NAS MÃOS DELES POIS O AUGE DO CAFÉ JA TINHA PASSADO, MAS O RIO GRANDE NÃO ENGOLIU ISSO E A PARAIBA FOI A PIONEIRA A DAR PESO AS CONTESTAÇÕES DO RIO GRANDE E GERAR O EMBRIÃO DA ALIANÇA, SÓ DEPOIS MINAS AINDA DIVIDIDA DECIDE ENTRAR CONTRA SP QUE TINHA 17 LACAIOS DA SITUAÇÃO A SEU FAVOR..FOI UMA JOGADA DE MESTRE ARTICULAR A OPOSIÇÃO DOS ESTADOS EM FAVOR DOS REVOLUCIONARIOS ANTI-PAULIXOIDES

OS PAULIXOIDES NÃO SE CONFORMAM POR QUE TODO PRESIDENTE ELEITO ATÉ HOJE MESMO APÓS TANTA SABOTAGEM FOI DECISIVAMENTE VOTADO NO NE..

QUANDO O FHC ESTAVA NO PODER SENDO DA VDF E A SERVIÇO DE SP LOGO HOUVE MAIOR AQUIETAÇÃO DA BURGUESIA DO CARTEL MERDIATICO DENTRE OUTROS MAS FOI DAS EPOCAS EM QUE A CIA MAIS PATROCINOU O FORO DE SP TAMBEM ANTI-ALCA ETC..

O SARNEY FOI ATACADO PELO FRANCIS, O IRTON MARX ODIOU A ELEIÇÃO DO COLLOR POR ESSE TER ORIGEM POLITICA EM AL E TER SIDO VOTADO NO NE, OU SEJA, SE TIVESSE SIDO ELEITO O LULA ELES TAMBEM RECLAMARIAM POR QUE O PROBLEMA DELES NÃO É COM ESQUERDA NEM FALSA DIREITA NEOLIBERAL É MESMO DESPEITO COM O NE

Anônimo disse...

TAMBEM INTERESSANTE ESSA DE QUE TUDO A NORTE DA GAYNABARA ORIGINALMENTE POR SECULOS E ANTES DO TARDIO IBGE DE 1940 ERA CONSIDERADO A REGIÃO NORTE

QUE ELES SEMPRE TEMERAM DAI FRAGMENTA-LA EM VARIAS ZONAS E ATÉ PEGAR AS PARTES MENOS SETENTRIONAIS PARA AS REGIÕES ALOGENAS DELES