quarta-feira, 12 de novembro de 2008

AS PRAÇAS DE GUERRA NA PARAÍBA


“A Paraíba lutou para nascer”

(Horácio de Almeida)

No século XV, era muito importante a praça de guerra ou fortificação. “As fortalezas do Brasil constituem material comovente ao simbolizar o esforço de impedir qualquer invasão”.

“pobres testemunhas de uma intenção, que não puderam cumprir, dada a vastidão de território e a dimensão de recursos dos atacantes” (Fortalezas Históricas do Brasil de Jacob Kintowitz).

“A construção das fortalezas é uma epopéia brasileira”.

“As pedras foram conduzidas uma a uma, o solo cavado, fossos, casamatas, depósitos, habitações, capelas e túneis, construídas por homens de ferro que manipulavam canhões e armamento pesados”.

“Homens que juntaram pedras e inventaram fortalezas, homens de pedra, homens de ferro”.

A princípio eram aligeiradas, guarnecidas por homens, material bélico e comando forte.

Na época do descobrimento do Brasil, o sistema de fortificações era atrasado e imperfeito. Não passavam de conjunto de muralhas, torres quadradas ou circulares com muros de guardas e trincheiras.

O material usado era madeira, taipa, adobe, pedras, coberta de estacas com crânios para impressionar inimigos. As praças de guerra eram preocupações dos governantes, para a defesa das cidades. Eram levantadas à entrada das barras dos rios e dos mares.

Naquele tempo remoto não havia mão-de-obra especializada. Havia um voluntariado, para a construção das praças. As plantas, poucas existiram, eram projetadas por pessoas, que às vezes nem conheciam o local, faziam os planos por informações.

Elas resistiram às guerras, mas não resistiram ao tempo.

As Praças da Paraíba

- FORTALEZA DE SANTA CATARINA

- FORTE DO VARADOURO

- FORTE DE SÃO FELIPE E SÃO TIAGO

- FORTE DA RESTINGA OU SÃO BENTO

- FORTE DO SANTO ANTÔNIO

- FORTE DO INHOBIM

- FORTIN DA PEDRA

- FORTIM DE SÃO SEBASTIÃO

- REDUTOS MENORES: LUCENA

BAÍA DA TRAIÇÃO

Fortaleza de Santa Catarina


A construção primitiva data de 1585, e foi construída em taipa de pilão pelo alemão Cristóvão Linz, por iniciativa do Capitão-mor Frutuoso Barbosa, em local por ele escolhido. A construção da obra contou com a ajuda de 110 soldados espanhóis da Cavalaria de Olinda, bem como mais de 700 índios e 100 negros de expedição por terra. O forte localiza-se à margem direita do Rio Paraíba, que desemboca no estuário de cabedelo e começou a chamar-se Forte São Felipe em homenagem ao soberano espanhol Felipe II. Mais tarde o forte passou a chamar-se Cabedelo, expressão que significa "Pequeno Cabo". Mais tarde o forte passou a chamar-se Santa Catarina em homenagem à duquesa portuguesa Dona Catarina de Bragança, fato que coincidiu com a Capela da Fortaleza, que era dedicada à Santa Catarina de Alexandria. Quando o capitão deixou Cabedelo, a fortaleza foi destruída pelos indígenas, sendo reconstruída no início do século XVII. Resistiu aos ataques holandeses até 1634, quando por fim estes tiveram vitória. Em 1637, o Conde Maurício de Nassau, a rebatizou com o nome de Forte Margarida, sofrendo reformas comprovadas pela presença de tijolos holandeses. Com a restauração do domínio português em 1654, a fortaleza recuperou seu antigo nome de Santa Cantarina, pois a capelinha em seu interior era dedicada a essa santa com sua bela imagem barroca. Era conhecida também por Fortaleza do Cabedelo ou Forte do Matos( em homenagem ao seu segundo comandante João de Matos Cardoso). Em 1698 passou por nova remodelação, que lhe deu sua forma atual. As pedras de cantaria vieram de Lisboa como lastro de navio, e o projeto do Sargento-mor Pedro Correia Rebello, com alterações do engenheiro Luis Francisco Pimentel. Em 1703, D. Pedro II de Portugal mandou fazer reparos, e quando sua irmã Dona Catarina assumiu a regência do trono, mandou fazer obras para melhor aparelhar a fortaleza. Entre 1729 e 1734 foi coberto o corpo da guarda e feita a abóbada do portão. Em 1817 caiu em mãos dos revolucionários republicanos. Passou por um longo período de abandono, até ficar em ruínas. Foi restaurada pelo IPHAN, entre 1974 e 1978, de acordo com a planta do século XVIII. " Possui formato irregular, com 2 bastões e 4 pontas. Tem fosso com entrada pelo mar, dotado de contra-muralha até a ponte. A entrada se faz através de portada em arco pleno e colunas de pedra regulares, encimada por brasão".

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