sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Patrimôno histórico e cultural da paraiba


Sítios Arquiológicos da Paraíba

Em se tratando de arqueologia, a Paraíba possui um potencial invejável.No município de Ingá, encontra-se o sítio arqueológico mais visitado do Estado, conhecido como Pedra do Ingá , onde estão gravadas, na dura rocha, no leito de um rio, dezenas e dezenas de inscrições rupestres, formando fantásticos painéis com mensagens até hoje não decifradas.

Embora ainda fazendo parte do desconhecido, os achados da Pedra do Ingá estão já há bastante tempo catalogados por notáveis arqueólogos como um dos mais importantes documentos líticos, motivando permanente e incessantes pesquisas, que buscam informações mais nítidas sobre a vida e os costumes de civilizações passadas.

Seriam as itacoatiaras do Ingá manifestações dos deuses? O que estes antepassados quiseram transmitir, com suas inscrições sincronizadas, esculpidas na rocha? As respostas vêm sendo tentadas por arqueólogos, antropólogos, astrônomos e ufólogos, que chegam de várias partes do mundo, interessados em desvendar esses mistérios.

O destaque do Sítio Arqueológico são três painéis de riquíssima arte rupestre. Existem sulcos e pontos capsulares seqüênciados, ordenados, que lembram constelações, serpentes, fetos e variados animais, todas parecendo o modo que os indígenas ou os visitantes de outras latitudes tinham para anunciar idéias ou registrar fatos e lendas. O bloco principal, de 24 metros de comprimento por cerca de 4 metros de altura, divide o rio Ingá de Bacamerte em dois, durante o inverno. No verão, o rio corre por trás das inscrições.

No sítio arqueológico de Ingá surgiu um Museu de História Natural, que acolhe cerca de duas dezenas de fósseis de animais que aí viveram, retirados do sítio Maringá e em Riachão do Bacamarte.

O sítio arqueológico de Ingá é ainda uma reserva ecológica da biosfera da caatinga, onde encontram-se diversas espécies de árvores, entre elas uma velha baraúna, com mais de 100 anos de vida. Curiosamente, a ingazeira, espécie de árvore que inspirou o nome da cidade, desapareceu a mais de 40 anos. A prefeitura de Ingá está trazendo da cidade de Areia várias mudas de ingazeira, a fim de restaurar um pouco da história local.

No alto sertão, mais propriamente no município de Sousa, encontra-se o Vale dos Dinossauros, uma vasta área onde estão registradas inúmeras pegadas fossilizadas de animais pré-históricos, transformadas em rochas pela ação do tempo.

Fortaleza de Santa Catarina

A construção primitiva data de 1585, e foi construída em taipa de pilão pelo alemão Cristóvão Linz, por iniciativa do Capitão-mor Frutuoso Barbosa, em local por ele escolhido. A contrução da obra contou com a ajuda de 110 soldados espanhóis da Cavalaria de Olinda, bem como mais de 700 índios e 100 negros de expedição por terra. O forte localiza-se à margem direita do Rio Paraíba, que desemboca no estuário de cabedelo e começou a chamar-se Forte São Felipe em homenagem ao soberano espanhol Felipe II. Mais tarde o forte passou a chamar-se Cabedelo, expressão que significa "Pequeno Cabo". Mais tarde o forte passou a chamar-se Santa Catarina em homenagem à duquesa portuguesa Dona Catarina de Bragança, fato que coincidiu com a Capela da Fortaleza, que era dedicada à Santa Catarina de Alexandria. Quando o capitão deixou Cabedelo, a fortaleza foi destruída pelos indígenas, sendo reconstruída no início do século XVII. Resistiu aos ataques holandeses até 1634, quando por fim estes tiveram vitória. Em 1637, o Conde Maurício de Nassau, a rebatizou com o nome de Forte Margarida, sofrendo reformas comprovadas pela presença de tiljolos holandeses. Com a restauração do domínio português em 1654, a fortaleza recuperou seu antigo nome de Santa Cantarina, pois a capelinha em seu interior era dedicada a essa santa com sua bela imagem barroca. Era conhecida também por Fortaleza do Cabedelo ou Forte do Matos( em homenagem ao seu segundo comandante João de Matos Cardoso). Em 1698 passou por nova remodelação, que lhe deu sua forma atual. As pedras de cantaria vieram de Lisboa como lastro de navio, e o projeto do Sargento-mor Pedro Correia Rebello, com alterações do engenheiro Luis Francisco Pimentel. Em 1703, D. Pedro II de Portugal mandou fazer reparos, e quando sua irmã Dona Catarina assumiu a regência do trono, mandou fazer obras para melhor aparelhar a fortaleza. Entre 1729 e 1734 foi coberto o corpo da guarda e feita a abóbada do portão. Em 1817 caiu em mãos dos revolucionários republicanos. Passou por um longo período de abandono, até ficar em ruínas. Foi restaurada pelo IPHAN, entre 1974 e 1978, de acordo com a planta do século XVIII. " Possui formato irregular, com 2 bastiões e 4 pontas. Tem fosso com entrada pelo mar, dotado de contramuralha até a ponte. A entrada se faz através de portada em arco pleno e colunas de pedra regulares, encimada por brasão".

Padroeira da Cidade

O 5 de agosto é consagrado a Nossa Senhora das Neves porque foi na madrugada deste dia que a mãe de Jesus teria feito nevar em pleno verão. O fato é narrado desde o século IV, quando uma promessa de um nobre romano deu origem ao milagre. Como o nobre não possuía herdeiros, ele decidiu consagrar sua fortuna à glória de Deus, juntamente com a esposa. Uma imagem da Virgem Maria apareceu em seu sonho, dizendo para que ele edificasse uma basílica em sua homenagem. Segundo a aparição, o local seria indicado por uma colina coberta de neve. No dia seguinte, ele viu o monte Esquilino coberto de neve, mesmo em um dos dias mais quentes da estação. O milagre foi presenciado pelo papa Libério, bem como de todo o clero. A basílica foi chamada de Nossa Senhora das Neves, devido ao fenômeno climático.
O templo ainda é conhecido pelo nome de Santa Maria Maior, que é a mais importante das igrejas de Roma dedicadas à Maria. Apesar de ser mais louvada pelos italianos, os portugueses por serem católicos fervorosos deram o nome à capital da Província da Paraíba.

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